"Sonhos de um Mosqueteiro"



Este livro (blog) contêm crônicas e poemas por mim escritas, nas quais eu fiz questão de manter a data em que as mesmas foram elaboradas para que pudessem servir como testemunho de seu conteúdo "profético", e como um alerta para aquelas que ainda não foram concretizadas.
ARAMIS NETO






"As lágrimas são a materialização dos sentimentos."
(ARAMIS NETO)






"Um povo ignorante tem como seus representantes políticos corruptos".
(ARAMIS NETO)






"Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz sómente até onde os outros foram."
(Grahn Bell)







"Sempre há um pouco de loucura no amor, porém sempre há um pouco de razão na loucura.!
(F.Nietzshe)







Meu email


H/ALMA GUERREIRA/ olá amigo,sem palavras para o seu blog e seus textos,aceite um premio meu,nº 1 meu maximo o number one











 Links & Sites



VejaBlog - Seleção dos Melhores Blogs/Sites do Brasil





 

Meus caminhos...

 

Meus arquivos...

01/10/2009 a 31/10/2009

01/09/2009 a 30/09/2009

01/08/2009 a 31/08/2009

01/07/2009 a 31/07/2009

01/06/2009 a 30/06/2009

01/04/2009 a 30/04/2009

01/03/2009 a 31/03/2009

01/02/2009 a 28/02/2009

01/01/2009 a 31/01/2009

01/12/2008 a 31/12/2008

01/11/2008 a 30/11/2008

01/08/2008 a 31/08/2008

01/05/2008 a 31/05/2008

01/04/2008 a 30/04/2008

01/03/2008 a 31/03/2008

01/02/2008 a 29/02/2008

01/01/2008 a 31/01/2008

01/12/2007 a 31/12/2007

01/11/2007 a 30/11/2007

01/10/2007 a 31/10/2007

01/09/2007 a 30/09/2007

01/08/2007 a 31/08/2007

01/07/2007 a 31/07/2007

01/06/2007 a 30/06/2007

01/05/2007 a 31/05/2007

01/04/2007 a 30/04/2007

01/03/2007 a 31/03/2007

01/02/2007 a 28/02/2007

01/01/2007 a 31/01/2007

01/12/2006 a 31/12/2006

01/11/2006 a 30/11/2006

01/10/2006 a 31/10/2006

01/09/2006 a 30/09/2006

01/08/2006 a 31/08/2006

01/06/2006 a 30/06/2006

 

Visitantes on line...


online

 


Visitante Número...




 





Votação:

- Dê uma nota para meu blog



Indique esse Blog











eXTReMe Tracker








 

UM PRESENTE DE NATAL

Havia, em um longínquo reino, um rei conhecido por sua crueldade e violência demasiadas. Sua tirania sobrepujava seu reinado. Todos o temiam. Ninguém se atrevia a desafiá-lo. Nem mesmo seus inimigos.

Na época em que seu filho, o príncipe herdeiro, completaria seis anos de idade, (coincidentemente no mesmo período do Natal), o rei mandou baixar um decreto, convocando a todos os lideres de outras terras, para que oferecessem presentes ao príncipe, os quais lhe fossem úteis quando este estivesse sentado no trono como monarca.

Aquele decreto era mais que um convite. Era uma ordem a qual nenhum rei ou ministro se atreveria a deixar de cumprir.

Chegada a semana da festa real, muitos eram os convidados a chegar. Lideres de todas as partes do mundo. Uma festa a ser lembrada por além séculos.

Os reis reverenciavam o príncipe herdeiro e deixavam a seus pés os presentes que lhe acompanhariam por toda a vida até este tornar-se rei.

O príncipe ganhou uma espada de titânio cravejada de esmeraldas, uma coroa incrustada de pedras raras, uma armadura feita de material impenetrável, para sua segurança, um tapete de pele de dragão, para ostentar seu poder. E tantos outros presentes de igual importância e majestade. Todos agradaram muito ao rei pai. Mais pela demonstração de submissão de seus ofertadores, do que pelos próprios presentes.

Até que em dado momento da festa, adentra ao salão real, um homem vestido como um simples cortesão, com um capuz que lhe cobria o rosto, uma capa que lhe escondia parte do corpo e trazendo uma caixa com furos. Aproxima-se do príncipe, abre a caixa, retira de dentro desta um filhote de ave frágil e machucada e a coloca entre as mãos do príncipe dizendo: - "Este presente lhe acompanhará por toda sua jornada viva. E lhe fará ser lembrado e reverenciado além de sua existência". – Levanta-se, vira e sai. Antes que alguém pudesse esboçar qualquer tipo de reação.

O rei mandou que os guardas reais fossem atrás do homem e lhe trouxessem de volta, para que soubesse de quem se tratava. Porém, apesar de todo empreendimento dos guardas, o homem havia sumido sem deixar vestígios.

O rei queria desfazer-se da pobre ave. Porém, o príncipe, inicialmente por curiosidade e pelo Inusitado da situação, solicitou a seu pai que pudesse ficar com o presente. Este por sempre satisfazer todos os desejos de seu filho, concordou com o pedido.

O príncipe levou a ave para os seus aposentos e passou a cuidar pessoalmente do pobre animal. Aos poucos se foi afeiçoando da ave, que já dava sinais de a que espécie pertencia.

Os dias se passavam. E a cada dia o príncipe mais afeiçoado da ave ficava.

Agora a já recuperada ave transformava-se aos poucos em uma garbosa e imponente águia real. Ela reconhecia e protegia com suas garras seu amigo e vice-versa. Os dois eram vistos juntos em todos os lugares. O príncipe não se separava de sua amiga ave. Ela além de sua companhia tornou-se uma espécie de ouvinte conselheira.

O tempo passa, o jovem príncipe transforma-se em um belo homem. E sua ave amiga, em uma imponente águia, com garras firmes e poderosas.

O rei, já desgastado de sua vitalidade, em seu leito de morte, chama pelo príncipe e como suas últimas palavras diz-lhe: "Meu filho. Chegou a hora de tornar-se homem. Meu tempo acaba aqui e agora. Tudo que fiz e conquistei foi por você. Seja um melhor rei do que seu pai foi. Possuí tudo o que quis e que pude conquistar pela força. Todos me respeitaram pelo temor, nunca pela minha pessoa e sim pelo que eu representava. Nunca recebi um olhar de gratidão, sempre de medo. Você tem mais com sua ave do que eu com todo meu reino. E suspira em um último arfar dos pulmões.

Chega o dia da coroação do novo rei. Existem vários desafetos seus, que já receosos por seus cargos e benefícios que os mesmos lhes traziam, engendraram planos para a eliminação do novo rei, com a qual e pela falta de herdeiros, daria plenos poderes aos ministros que continuariam com seus cargos e seus atos de corrupção descabidos e irrepreendidos.

Após a cerimônia da coroação, quando o rei dirigiu-se à varanda do palácio para o discurso de posse para o povo que se acotovelava para ouvi-lo, do alto de uma torre, um arqueiro lança uma flecha em direção certeira ao coração do rei. A Águia, sua amiga, que a tudo observava do alto de outra torre, ao ver a seta ser lançada, se solta em um vôo rasante em interceptação, colocando seu corpo na frente da flecha tornando-se um escudo. Salvando assim a vida de seu amigo, dando por ele a sua própria.

Ao ver sua amiga sem vida aos seus pés, o rei a pega nas mãos e vai até seus aposentos. E ainda com sua amiga nas mãos chora como uma criança.

Ainda está chorando, quando a porta de seu quarto é aberta e ele com os olhos turvados pelas lágrimas ainda assim pode ver o vulto que adentra. Ele o reconhece como sendo o homem que em sua festa de seis anos lhe dera como presente a ave que veio a tornar-se sua melhor amiga.

O tempo parece não ter passado para aquele homem. Nem suas roupas haviam mudado.

Então o homem fala: - "Lhe dei uma ave quase morta e frágil, para que você aprendesse o amor a outro ser além de si mesmo. Enquanto você cuidava dela, ela lhe retribuía o carinho com amor e amizade. Ela lhe ensinou os valores que seu pai não pode lhe ensinar. Ela lhe ensinou que ao se dar a alguém você estará recebendo o mesmo tanto desse alguém de volta. O amor atrai o amor, o ódio atrai o ódio. Por isso a águia deu sua vida por você, foi por amor, não por temor. Cuide do seu povo como você cuidou da sua águia ainda frágil e doente. Dê-lhes o amor que deste à ave, seja amigo de seu povo e deixe que ele demonstre sua amizade por você. Só assim você verá seu povo crescer e se transformar em uma imponente águia, forte e decidido. Capaz de dar, se necessário, a vida por seu rei amigo".

O homem sai, fechando a porta atrás de si.

Alguns momentos depois, já com o atirador da flecha capturado pelos guardas reais, o rei volta à varanda e faz seu discurso ao seu povo, prometendo tê-los como amigos e não como subalternos.

Seu reinado foi lembrado por séculos, como sendo o mais humano de todos os reinados. Seu símbolo era um escudo que trazia uma águia com uma flecha entre as garras e duas mãos abertas. Demonstrando assim que seu reinado possuía a força a astucia a imponência e a visão de uma águia, sem deixar de ter sempre os braços abertos aos amigos...

 

ARAMIS – 14/12/07

    

 

FELIZ NATAL



- Postado por: Aramis às 00h51
[ ] [ envie esta mensagem ]

:: Enviar esta mensagem


Haloscan



Sonhos de um Mosqueteiro - Aramis