"Sonhos de um Mosqueteiro"



Este livro (blog) contêm crônicas e poemas por mim escritas, nas quais eu fiz questão de manter a data em que as mesmas foram elaboradas para que pudessem servir como testemunho de seu conteúdo "profético", e como um alerta para aquelas que ainda não foram concretizadas.
ARAMIS NETO






"As lágrimas são a materialização dos sentimentos."
(ARAMIS NETO)






"Um povo ignorante tem como seus representantes políticos corruptos".
(ARAMIS NETO)






"Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz sómente até onde os outros foram."
(Grahn Bell)







"Sempre há um pouco de loucura no amor, porém sempre há um pouco de razão na loucura.!
(F.Nietzshe)







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RATOS DE GRAVATAS

 

 

Mamífero de hábito noturno,

Que em bando se prospera.

A hora certa espera pra abocanhar mais do que pode.

 

Por ser mamífero mama em gordas tetas.

Durante o dia esconde-se em palácios,

Por trás de gravatas, em cantos escuros.

Tem múltiplas facetas.

 

Roeu a roupa do rei

Sem esperá-lo sair das vestes.

O tom oliva manchou-se de vermelho,

Mas o sangue não era seu nem do rei.

Era daqueles que olhavam o arco-íris,

Hipnotizados com palavra que fascina,

Que viraram banquete para aves de rapina.

 

Quero ser o gato, a serpente que te caça,

Pra livrar de teu julgo a massa.

De ver o rastro de bosta que deixas por onde passas.

E acabar com toda essa desgraça.

 

 

ARAMIS – 22/09/2012.

 



- Postado por: Aramis às 15h09
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Sonhos de um Mosqueteiro - Aramis




 

ATHOS

 

Em seu caminho de herói,

Bravo guerreiro da justiça,

Encontrou a personificação da cobiça,

Na forma da serpente que destrói.

 

Em forma de mulher se fez seduzir,

Chamou-se CHARLOTTE,

Mas poderia ser MARIA ou outra qualquer,

Que na forma da mais linda mulher,

Aflora nos homens o instinto animal.

 

Inebriado com falsas promessas

Envoltos em olhos turquesa,

Depositou seu mais puro sentimento sobre a mesa

E entregou-lhe sem reservas o seu amor.

 

ATHOS,

Agora despojado da crença na mulher,

Passou a usá-las como troféus.

E há bebê-las em forma de vinho,

Pois já nada há de romance em seu caminho,

Por secar-lhe no peito a nascente do amor.

 

Feriu por estar ferido de morte,

Infeliz sobrevivente na batalha do amor,

Mas quem sabe na vida tenha a sorte,

De um dia se recompor.

 

Ou quem sabe a morte lhe seja a amiga mais fiel,

Que sem o medo do infortúnio,

Dá-lhe a coragem de viver da forma mais contundente,

Desafiando-a constantemente.

 

CHARLOTTE, agora MILADY,

Nas alturas da esfera do poder

Continua a seduzir para conseguir suas metas,

Tendo como seu aliado, CUPIDO,

Que põe a seus serviços suas setas,

Vitimando assim de amor suas conquistas.

 

ATHOS encontrou em

PORTHOS, ARAMIS E D’ARTAGNAN,

Mais que amigos, irmãos em comum.

Seu lema na batalha da vida é...

“UM POR TODOS E TODOS POR UM”...

 

 

ARAMIS - 02/09/2012

 



- Postado por: Aramis às 17h56
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Sonhos de um Mosqueteiro - Aramis




 

PALAVRAS CIFRADAS

 

 

Encanto-me de palavras cifradas, melodiosas.

Arquitetadas em sentimentos, em momentos dispersos.

Edificadas em sonhos ou realidades.

 

Encanto-me de palavras cifradas levadas ao sabor dos ventos.

Palavras sonorizadas que despertam lágrimas ou sorrisos,

Incandescidos sentimentos, envolvimentos.

 

Encanto-me de palavras cifradas que celebram o nascimento,

Que decifram a vida e que homenageiam a morte,

Que eternizam o gozo, ou o infortúnio da sorte.

 

Encanto-me de palavras cifradas em forma de oração.

O sincretismo de um povo a espera do milagre,

A união com o universo, no elo da canção.

 

Encanto-me de palavras cifradas que impõem a rebeldia.

Que demonstram a revolta à conformidade,

Que combatem a injustiça, a covardia.

 

Encanto-me de palavras cifradas, ou de cifras sem palavras,

Dos sons, da melodia,

Do sentimento que a cifra irradia.

 

Encanto-me da música...

 

ARAMIS – 26/08/2012.

 



- Postado por: Aramis às 22h16
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Sonhos de um Mosqueteiro - Aramis




Srs REBELDES:

A democracia não existe, a censura não morreu conforme querem nos enganar  os outrora ditos revolucionários.

O povo continua sendo ludibriado em troca de ganhos fraudulentos.

A censura tão combatida em tempos passados continua existindo, porém travestida de falsa liberdade.

O artigo 5º da Magna Carta, “deveria”  nos assegurar o direito a livre expressão de ideias e opiniões. O que não ocorre.

 

(ARAMIS - 16/06/2012).  

 

(clic no endereço abaixo) -  (VIDEO EXCLUIDO DO FB)

 

http://mais.uol.com.br/view/12868035



- Postado por: Aramis às 02h21
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Sonhos de um Mosqueteiro - Aramis




 

A VIÚVA

 

 

Chegou da praia,

Onde estivera por horas a caminhar,

Trouxe em seus pés grãos da branca areia

Grudados pela água do mar.

Entrou embaixo do chuveiro,

Lavou seu corpo e tentou também

Lavar sua alma.

Pensou em sua vida,

Principalmente nos últimos vinte anos.

Chorou...

Mas suas lágrimas foram disfarçadas

Pela água que lhe escorria.

Secou-se com felpuda toalha,

Olhou para sua roupa já separada

E estendida sobre a cama.

Olhou-se no espelho por alguns segundos,

Não passou maquilagem,

Apenas um leve batom de cor clara.

Tentava ao máximo segurar seu choro,

Mas lhe foi impossível.

E desabou num pranto compulsivo.

Finalmente pegou suas roupas e pôs-se a vesti-las.

Ao findo do ritual olhou-se mais uma vez no espelho.

Viu-se toda de preto,

Secou mais uma vez suas lágrimas,

Uma última olhada para a cama.

Palco em que atuou como estrela por vinte anos.

Saiu de sua casa sem lembra-se de trancar a porta.

E foi para o enterro de seu marido...

 

ARAMIS – 11/06/2012.

 



- Postado por: Aramis às 15h07
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Sonhos de um Mosqueteiro - Aramis




INSÔNIA

 

É madrugada, a insônia me tem sido uma constante. O relógio martela em minha cabeça o seu tic-tac enlouquecedor. Olho para o telefone várias vezes querendo ouvir sua campainha quebrar o silêncio. E nada. O barulho dos motores dos carros vai-se tornando cada vez mais espaços. Uma sirene ao longe por um instante me tira a atenção de mim e me faz imaginar no que teria acontecido para tira-la de seu repouso na garagem do Pronto Socorro, ou da delegacia àquela hora. Talvez um acidente de trânsito, uma vítima quase fatal de um assalto ou um suicida, que incapaz de aceitar uma separação resolveu por fim a própria vida. Conjecturas de uma noite insone. Então, volto a preocupar-me com a necessidade de descansar o meu corpo e a recusa de meu cérebro em deixá-lo. Viro-me de um lado para outro. A cama toma proporções imensas, sinto-me um grão de areia solto na imensidão do espaço. Levanto-me apenas para esvaziar o cinzeiro e jogar as pontas de cigarros que infestaram de fumaça o meu quarto. Faço isso várias vezes. Aproveito para encher novamente o copo de wisky, gelo e energético. Nada me relaxa. Penso em situações que gostaria que acontecessem. O telefone tocar e alguém do outro lado da linha me confessando sentir saudades. Um encontro ao acaso onde eu já traria decorada minha fala agressiva, apenas para demonstrar todo o sofrimento pelo qual passei, ou um recado em minha caixa de e-mail. Mas sei que nada disso acontecerá. Continuarei na companhia de minha solidão noturna. Travo uma batalha titânica contra minhas vontades mais íntimas. As horas passam lentamente, cada minuto é um minuto a mais de tortura. Vejo pela minha janela o primeiro raio do amanhecer surgir no horizonte. Aos poucos o céu escuro vai clareando, até transformar-se em mais um dia de sol. Os primeiros ônibus com seus motores barulhentos cortam as avenidas, catando os madrugadores trabalhadores. Finalmente o cansaço toma meu corpo, mas levanto-me, tomo banho, me troco e saio para o trabalho. Com a esperança de talvez hoje encontrar o remédio para minhas noites insones.

 

ARAMIS – 30/04/12.   

 



- Postado por: Aramis às 01h34
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Sonhos de um Mosqueteiro - Aramis




CARTA DE UM SUICÍDA

 

                                           Sempre quis entender o que leva uma pessoa a cometer tamanha violência contra si própria. Talvez agora eu tenha entendido. Sempre achei ser covardia, falta de amor próprio ou uma forma de chamar a atenção em um último ato no palco da vida, atraindo os refletores da piedade em sua direção.

                                            Mas nem sempre é assim. Hoje, refletindo e analisando alguns dos suicídios famosos da história da humanidade ou da ficção, vejo que existe uma forma incompreendida e romântica que supera as dimensões da própria existência.

                                          O amor é a causa... SEMPRE!

                                            Não o amor vulgar, comum. Aquele incompreendido e unilateral entre um homem e uma mulher. Mas um amor maior que o próprio indivíduo. O amor pela plenitude da vida. A forma de se querer perpetuar a felicidade.  

 

 (FICÇÃO) – Julieta, ao achar que seu único e verdadeiro amor (ROMEU) estaria morto, optou por eternizar este sentimento tirando sua própria vida. Não queria deixar este sentimento perder-se com o tempo. O que fatalmente aconteceria caso continuasse viva. Foi sua forma de demonstrar todo o seu sentimento à pessoa amada.

 

  ALBERTO SANTOS DUMONT – Brasileiro, inventor do avião. Ao ver sua criação ser utilizada para ceifar aquilo que ele mais prezava, (a vida humana). Enquanto o que ele queria na realidade era encurtar o tempo e a distancia entre as pessoas. Promover a fraternidade e fortalecer os sentimentos que pudessem se enfraquecer com a distância decidiu, através do suicídio, preservar sua ideológica harmonia em sua eternidade.

 

 GETÚLIO VARGAS – Um homem que amava seu povo. Que lutou para reduzir as diferenças sociais. Que viu seus ideais serem pisoteados por interesses déspotas de poderosos. Viu em sua morte a única maneira de defender os menos favorecidos. Suicidou-se por amar seus compatriotas.

 

  CLEÓPATRA – A meu ver, a mais completa tradução de minha interpretação sobre o amor e o suicídio. Ela, uma mulher fria e calculista. Que desde sua juventude, utilizou-se de sua beleza, de seus dotes físicos, sua aptidão e sua volúpia sexual para conquistar poderosos e assim manter sua posição dinástica. Ao entregar-se ao verdadeiro amor, (MARCO ANTONIO), viveu a vida que achava não existir. Com ele conheceu o prazer e a felicidade. Fizeram juntos tudo o que lhes completavam. Da simplicidade de passeios de mãos dadas e beijos sob o luar nos jardins do palácio, as mais loucas aventuras sexuais. Eles se amavam e se completavam. Tanto, que o amor lhes bastava. Por ele, (o amor), não mais se importaram com os bens e o poder. Apenas se importando com a necessidade de estarem juntos e se amarem. Cleópatra, vendo que seu amado, por sua causa, perdera tudo o que conquistara na vida. Inclusive o respeito de seu próprio povo. Decidiu dar-lhe sua vida de volta. E para que isso fosse concretizado, só poderia existir uma maneira. Impossibilitar que ele a procurasse novamente. Que ele não pudesse vê-la nunca mais. E assim reconquistar seu prestigio e poder. Mas de que maneira isso poderia acontecer? O mundo era pequeno demais para ela se esconder de seu amor. Restou-lhe uma única e definitiva maneira: “O suicídio”. Só assim seu amado poderia retomar seu lugar na história. Cleópatra suicidou-se por amor a Marco Antonio, (mesmo que os historiadores tenham outra versão para este ato). Contudo, Marco Antonio, em terras distantes, ao saber da morte de sua amada, não suportou a angustiante perspectiva de não mais poder desfrutar da felicidade ao lado de seu amor. E na ânsia de encontrá-la, talvez em outra dimensão, também tirou sua vida.

 

                                          Todos os dias, de alguma forma nos suicidamos por amarmos alguém mais que a nós mesmos. Renunciamos a nossa própria vida, para darmos a chance àqueles que amamos de serem felizes.

 

 

ARAMIS – 18/02/12.



- Postado por: Aramis às 21h02
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A VIDA NO ASILO

 

Às vezes me pego em momentos de lucidez. E me vejo criança, brincando nas ruas, de ciranda, de bola de meia, de pique - esconde. Ou outras brincadeiras da época de minha infância.

Ainda lembro a voz de minha mãe chamando para almoçar, ordenando que lavasse as mãos antes de sentar à mesa.

Me pego às vezes recordando os amigos de escola, em todas as suas fases. Do jardim de infância à faculdade. Dos namoros, das aventuras. Das atividades rebeldes-políticas, na época da ditadura Getuliana ou Militar.

Sempre fui muito ativo, de atitudes agressivas no trato dos negócios.

Casei com a mais bela garota que conheci. Constituí família. Criei meus filhos e ajudei a criar meus netos. Possuí tudo o que desejei na vida. Não construí fortuna, mas não posso me queixar de minhas posses. Fui feliz por um bom tempo em minha vida. Até que a vida começou a me cobrar o preço das coisas que me foram dadas.

Com o passar do tempo fui perdendo pedaços de mim. Deixei a visão perfeita em algum lugar entre os quarenta e cinqüenta anos. Minhas pernas deixaram de me obedecer aos setenta. E minha memória me abandonou aos oitenta.

Hoje vivo do flash de recordações que se atrevem a me atormentar nos momentos de lucidez.

Não queria me lembrar de que aos setenta e cinco anos, meus filhos, por acharem que eu não mais tinha condições de viver entre eles, na própria casa em que construí, me colocaram neste asilo pra ser cuidado por estranhos. E viver da caridade de algum voluntário que me põe a colher de sopa na boca ou troca minha fralda geriátrica.

Não consigo mais controlar as minhas necessidades fisiológicas. Acho que foi por isso que meus filhos me colocaram aqui no asilo. Eles ficavam brigando para decidirem quem cuidaria de mim no final de semana.

Minha amada esposa, a mãe de meus filhos, DEUS  a levou para junto de si quando fiz sessenta e oito anos. Desde então estou sozinho, sem ter alguém que realmente se importe comigo.

Viver em asilo, é como se ser descartado do mundo. É ser colocado em um armário no depósito, junto com outras coisas em desuso.

Acho que DEUS me presenteou com a perda de memória. Pois quando ela vem. E a cada vez ela é mais duradoura. Eu deixo de sofrer ao ver que não sou mais a pessoa que um dia fui. Que já não posso fazer as coisas que antes fazia. Que já não sou importante para a minha família ou para o mundo.

Sei que a morte vira me buscar. É a única certeza que tenho da vida. E se tenho o direito a um último pedido, gostaria de ter a morte que meus pais e minha amada esposa tiveram. O direito de morrer na companhia de meus familiares, para não me sentir abandonado neste ultimo momento na terra.

 

 

 ARAMIS – 30/12/10.  

 



- Postado por: Aramis às 19h03
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RESPOSTA...

 

Ainda trago em meu corpo o teu cheiro.

 

Do qual não quero me livrar,

 

Pela lembrança das horas loucas que juntos vivemos.

 

 

Ainda sinto a pressão do teu corpo contra o meu.

 

Ainda tenho o seu batom e o gosto do teu beijo em meus lábios.

 

Ainda sussurro o teu nome entre frases inteligíveis...

 

Prenúncio do gozo que nos arrebata.

 

 

Procuro entender o que nos levou a essa insensatez.

 

E no mesmo instante não quero saber de nada.

 

Apenas continuar saboreando as delícias o teu corpo.

 

E continuar aprendendo contigo

 

Sobre a simplicidade da vida.

 

 

Acordar com a visão do teu sorriso,

 

É ter a certeza de um dia perfeito.

 

E mais uma vez, antes da despedida, fazemos amor.

 

Um amor tão intenso, que nos fundimos em espectros.

 

E atingimos uma dimensão ainda desconhecida aos mortais.

 

 

Dormir sem você ao meu lado,

 

Me impele a te procurar em sonho.

 

Transpondo assim a barreira do impossível,

 

Apenas para poder te sentir novamente.

 

 

Te espero... te quero... te necessito...

 

 

 

 ARAMIS – 13/12/10.



- Postado por: Aramis às 00h33
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CUMPLICIDADE

 

Talvez tenha a vida conspirado com destreza.

E optado por juntar-nos somente nesta fase.

Em que nossas vidas já percorreram caminhos

Repletos de juventude e incertezas.

 

Talvez eu já tenha lhe visto,

Mas não tenha lhe reparado.

E nenhum verso tivesse lhe escrito ou ofertado...

Para que somente agora pudesse sentir

O tremor do choque no contato da pele.

 

Talvez eu precisasse

Viver na calmaria da normalidade,

Para poder desfrutar e apreciar

A plenitude do sabor da loucura...

Da paixão, do tesão e da ternura.

 

Talvez tenha guardado os beijos que evitei,

Juntado-os e aquecido-os no peito,

Para dá-los em momento oportuno,

Em prazerosos e intermináveis combates noturnos,

Nos lábios da musa que do tempo roubei.

 

Desafio o tempo com a juventude da alma.

Como um atleta olímpico,

...Sem calma...

Transponho a barreira dos tabus

Num rompante ímpeto.

 

Talvez,

Apenas talvez...

 

ARAMIS – 20/10/10.



- Postado por: Aramis às 01h28
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Sonhos de um Mosqueteiro - Aramis




  

 PODRES PODERES...

 

                                             Ainda lembro da correria nas ruas. Das conversas sussurradas nos bares e esquinas. Da maldição endereçada à censura. Das invasões em jornais e canais de televisão feita pelos controladores da lei.

                                            Tudo para assegurar o silêncio das vozes e não se propagar a violência e o pânico.

                                             O povo queria a liberdade de imprensa. A liberdade para se comunicar livremente, sem o controle do estado e sem os olhos censuradores sobre si.

                                            Trinta anos se passaram desde o suicídio da Ditadura Militar.  Trinta anos em que se desenvolve uma nova sociedade e se moldam novos costumes.  

                                            O Estado abriu mão do controle da sociedade, deixando a ela própria a responsabilidade de seu destino. Como um pai ao dar as chaves do carro ao filho que acaba de completar dezoito anos e o vê sair da garagem em alta velocidade.

                                            Nós, o povo, o cidadão comum, continuamos à mercê da ditadura, sem podermos questionar ou nos defender. Só que antes vivíamos a ditadura militar . Aquela que controlava tudo com mão de ferro e a fazia pesar sobre aqueles que a questionavam. E hoje, vivemos sobre uma ditadura pior e mais desumana, a ditadura da “MÍDIA”. Pois esta não quer o benefício da sociedade como um todo e sim o seu próprio benefício e bem estar. Ela manipula as massas através dos “centrísmos” e da vaidade pessoal. Ela destrói sem piedade a vida das pessoas, apenas para vender seus comerciais e ganhar mais dinheiro.

                                            Esta é a liberdade pela qual lutamos?

                                            Quando vemos uma decisão jurídica sendo tomada em concordância aos apelos condenatórios da mídia e esta, (A JUSTIÇA),  justificar-se dizendo: “Esta decisão foi tomada em acordo ao clamor público”...

                                           Que clamor? Que público?...

                                           Independente da culpabilidade ou inocência do suspeito, a lei justa e imparcial, dá o direito à duvida a todos os cidadãos questionados por ela, até que se prove o contrario. E o que estamos vendo é justamente o contrario...

                                            “Todos somos culpados, se assim a MÍDIA o quiser”.

                                            A MÍDIA fomenta o ódio e induz à violência, quando “joga” a população contra esta ou aquela pessoa. Os tais cinco minutos de fama. Aparecer em frente a uma câmera proferindo palavras de ordem, mesmo que para isso tenham que faltar ao serviço, ou ficarem horas sob o sol escaldante ou a chuva torrencial. 

                                            A MÍDIA faz presidentes e os destitui ao seu bel prazer.  Fortalece o crime e a marginalidade, quando persegue os atos policiais apenas por revanchismos de outrora.

                                           A MÍDIA intimida, não com armas, mas com luzes, câmeras e refletores.

                                          Em breve veremos nas chamadas dos tele-jornais o seguinte:

                                          “Este Inquérito Policial esta sendo patrocinado pelo “produto tal...” e transmitido com exclusividade pela “emissora tal...” ou: “Este julgamento tem o patrocínio... Com transmissão exclusiva da emissora... Onde você fica sabendo com antecedência sobre o veredito dos jurados...”

                                            QUE ESTE PAÍS E ESTA DEMOCRACIA VOLTEM A TER APENAS OS TRES PODERES CONSTITUÍDOS.

 

  ARAMIS – 20/07/10. 

 



- Postado por: Aramis às 13h47
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HOMENAGEM ÀS MÃES.

 

Quisera escrever poesia,

Ou cantá-la em MÁTER sinfonia.

Mas não me sai do pensamento

Aquela que carrega o tormento

De angustiar o sentimento de um filho ausente.

Que em oração ao DEUS temente,

Pede-lhe a proteção ao rebento,

Não esquecendo a dor em nenhum momento,

A dor da perda...

Mesmo a perda de um filho vivo.

Queria tê-lo são e altivo.

Mas o destino cruel e cativo

Poda-lhe da felicidade o ensaio.

Choram as mães da Praça de Maio,

Choram as mães dos filhos enviados à guerra,

Choram as mães dos escravizados pelas drogas,

Choram as mães das vitimas das balas perdidas,

Choram as mães das dores vividas,

Pelos filhos que trouxeram ao mundo,

Que num choro mais profundo,

Preferiam serem elas mesmas a sofrer

E não o fruto do seu benquerer.

Choram as mães dos encarcerados,

Dos desumanos, dos insanos e dos desgraçados.

Choram as mães por terem carregado no ventre a esperança,

E no peito amamentado a criança

A quem desejou tanta bonança.

Neste dia,

Em que a condição de mãe se homenageia,

Que a MÃE de todos...

Aquela que chorou por seu filho na CRUZ,

Interceda por vós, (mães), junto a JESUS,

E lhe traga serenidade ao coração...

 

 ARAMIS – 05/05/10.



- Postado por: Aramis às 13h40
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ESPELHO

 

Somos reflexo um do outro,

Quando nossa semelhança inversa

Nos une em um paralelo temporal,

 

De tempos em tempos nos alinhamos

Como o sol e a lua em eclipse.

Agitamos o mar, criamos vendavais,

Enquanto nos descobrimos

Em aproximações sentimentais.

 

Nossa diferença se faz igual.

Se digo cinqüenta e seis,

Você diz sessenta e cinco.

Se falo cinqüenta e quatro,

Você, quarenta e cinco.

E assim inversamente

Caminhamos nessa igualdade paradoxal.

 

Nossos corpos se completam,

Nossas bocas se procuram,

Nossa pele arrepia

E nossas vontades se locupletam.

 

Cultivo flores em jardim imaginário.

Uma em especial ao cultivá-la me deu frisson.

Pois colhi em meio a tantas flores,

A mais linda rosa de néon.

 

 

ARAMIS – 22/04/10.



- Postado por: Aramis às 03h20
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Sonhos de um Mosqueteiro - Aramis




GUARDIÕES DA LEI

 

Sinto o cheiro da morte nos becos escuros.

A “gosmeticidade” dos medos por trás dos muros.

E a necessidade da felicidade em cada rosto perplexo.

A vida levada aos trancos, sem piedade nem nexo.

E como ungüento amenizador e burlador das dores sociais,

Há o futebol, o carnaval, o direito ao voto nas urnas eleitorais

E muito sexo...

Sou parte do imposto que você paga.

Minha missão seria a de lhes dar segurança,

Ser um exemplo e um ídolo para cada criança.

Assim como outros o foram em minha infância.

Mas o revanchismo me puniu sem julgamento,

Amarrou minhas mãos,

Limitou meus passos com grilhões,

Para que políticos corruptos

Pudessem arrecadar em novas falcatruas mais bilhões.

Sou parte da sociedade assim como você o é.

Faço compras no mercado, levo filhos na escola,

Jogo bola e até tenho chulé...

Também pago meus impostos, também fico doente.

Também tenho na mente, o sonho de uma vida melhor.

Só vejo as desgraças que existem no mundo,

Defendo a vida no mais profundo lodo,

Como um anjo guerreiro e sua espada de fogo.

Vejo crianças entrarem no mundo do crime,

Atrás do sonho de consumo.

Uma ascensão rápida ao capitalismo,

Pegando em armas, executando ou vendendo fumo.

Para terem um tênis de marca,

Ou virarem destaque e serem temidos na comunidade,

Essa é a sua necessidade.

E a vida lhes passa muito rápido,

Como uma passagem meteórica.

Viram debates e estudos

De estudiosos comportamentais,

Em milagrosas soluções teóricas.

E nada se faz...

Então, viro desculpas para o fracasso,

Ao invés de virar solução.

Se mato, sou despreparado.

Se morro, não fiz mais que minha obrigação.

E minha família que se vire depois da minha morte.

Quem mandou minha mulher não ter sorte

E se casar com o dono do carro forte,

Ou com algum anistiado com uma gorda indenização...

 

  ARAMIS – 18/02/10.



- Postado por: Aramis às 00h52
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Sonhos de um Mosqueteiro - Aramis




A BOLA

 

 

Chego nos braços de atlético corpo.

 

Que carinhosamente me acomoda no centro...  em destaque.

 

E como uma Deusa clamada, aclamada, amada e disputada

 

Faço-me indiferente em um sono absorto.

 

 

Então,

 

Deixo-me conduzir pelo mais hábil

 

Que sabedor da arte em fazê-lo,

 

O faz de forma fácil.

 

 

Percorro longas distâncias pelo ar,

 

Até morrer no peito de quem me sabe tratar.

 

E com a classe de uma porta-bandeiras na passarela,

 

Desfilo sublime em verde tela.

 

 

Vou e volto diversas vezes.

 

Sempre com o mesmo objetivo de ambos os lados.

 

Romper as defesas do adversário,

 

Que vencidos permanecem calados.

 

 

Aos vitoriosos o direito à folia.

 

Entre pulos, abraços ou gestos coreografados,

 

Fazem de seus simpatizantes, a alegria.

 

E poses ao serem fotografados.

 

 

Quanto a mim,

 

Após o termino da peleja,

 

Sou guardada em um canto,

 

Numa espécie de camarim.

 

E todos vão ao botequim,

 

Comemorar-me com cerveja...

 

 

 ARAMIS – 09/02/10.



- Postado por: Aramis às 14h01
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